Museu de Biologia Mello Leitão, no ES, completa 70 anos

Museu de Biologia Mello Leitão, no ES, completa 70 anos

Espaço foi fundado em 26 de junho de 1949 pelo pesquisador capixaba Augusto Ruschi. Museu recebe cerca de 80 mil visitantes por ano.

O Museu de Biologia Mello Leitão, que fica em Santa Teresa, na região Noroeste do Espírito Santo, completou 70 anos na última quarta-feira (26). O espaço guarda um dos principais acervos do país de espécies de animais e plantas que integram a Mata Atlântica. Cerca de 80 mil pessoas visitam o local a cada ano.

Além de preservar parte da Mata Atlântica, o Museu de Santa Teresa, como também é conhecido, oferece ainda catálogos com 40 mil animais e 48 mil plantas, possibilitando que os visitantes conheçam espécies que hoje são pouco vistas na natureza.

O local foi fundado em 26 de junho de 1949 pelo patrono da ecologia do Brasil, o capixaba Augusto Ruschi. Ele morreu em 1986. O filho pesquisador, Piero Ruschi, agora dá continuidade ao legado deixado pelo pai.

“Ao longo do tempo, quando tinha por volta de nove anos, comecei a me interessar mais pelo o que meu pai poderia ter deixado para mim. Peguei alguns livros dele e vi que haviam dedicatórias para mim deixadas por ele. Lendo os livros pude sentir a presença dele aqui e cada vez que vejo um beija-flor sinto a presença do meu pai. A forma como ele falava da natureza era uma paixão. Encontrei um amor de pai nessas leituras”, comentou.

Pesquisador capixaba Augusto Ruschi foi quem criou o Museu Mello Leitão — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Piero Ruschi, que também tornou-se pesquisador e tenta levar adiante para a população projetos de conscientização iniciados pelo pai sobre a importância de preservar a natureza.

Mesmo assim, apesar dos esforços, alguns moradores da região não respeitam a Mata Atlântica. “A população continua jogando lixo nos rios e nas matas. Vez ou outra encontramos garrafas plásticas nos rios”.

O filho caçula de Augusto Ruschi conta que o corpo do pai está enterrado dentro do próprio museu, na reserva Santa Lúcia, um dos locais preferidos de Augusto, onde ele desenvolveu boa parte de seus estudos. Para Piero, voltar ao trecho é sempre inspirante.

Augusto Ruschi desenvolveu pesquisas sobre a Mata Atlântica no local — Foto: Reprodução/TV Gazeta

“Esse lugar era um ponto de mata favorito dele. Foi a estação onde ele desenvolveu a maior parte das pesquisas dele, foi onde ele escolheu ser enterrado e faz a agente refletir sobre a importância da natureza na sociedade”, concluiu Piero.

Atualmente o Museu de Biologia Mello Leitão é administrado Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA).

Por Mário Bonella, G1 ES e TV Gazeta

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2019/06/28/museu-de-biologia-mello-leitao-no-es-completa-70-anos.ghtml